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Secretaria de Saúde prevê entrega de mais de 3,8 mil cadeiras neste semestre

Ao todo, serão disponibilizadas 1.582 cadeiras de rodas e 2.252 cadeiras de banho neste semestre

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), por meio do Núcleo de Produção de Órteses e Próteses (Nupop), entregou em março 179 cadeiras de banho e de rodas do modelo paraplégico adulto a pacientes cadastrados em lista de espera. Outras entregas ainda vão ocorrer ao longo deste primeiro semestre, com 1.582 cadeiras de rodas e 2.252 cadeiras de banho ao todo.

Também conhecidos como Oficina Ortopédica, o Nupop e o Núcleo de Atendimento Ambulatorial de Órteses e Próteses e Materiais Especiais (Naopme) disponibilizam ainda outros dispositivos de locomoção, como palmilhas e calçados especiais, coletes, bengalas, andadores, cadeiras de rodas motorizadas, próteses de perna e braço, além de aparelhos respiratórios de pressão contínua em vias aéreas (Cpap) ou de dois níveis de pressão de ar (Bipap). Para solicitar o material, o usuário de saúde precisa comparecer à sede do Naopme, localizado na estação de metrô da 114 Sul.

A chefe do Nupop e fisioterapeuta, Aloma Mendes, explica que, para se cadastrar na lista de espera, o cidadão precisa apresentar documentos de RG, CPF, cartão nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) e comprovante de residência atualizados, assim como laudo médico ou solicitação de profissional da área da saúde. Não é cobrado qualquer custo do paciente. “Uma cadeira de rodas permite muito mais do que apenas ‘se locomover’, ela é um recurso essencial para autonomia, inclusão e qualidade de vida do usuário”, ressalta Aloma.

Retomada da independência

Um dos pacientes a receber o material foi o aposentado Cícero Pereira Gorgônia, 57 anos. Ele conta que, após precisar amputar a perna direita, há seis anos, sua vida mudou completamente. “Fui caminhoneiro durante 35 anos. Daí veio o diabetes e foram aparecendo as sequelas. Começou com um ferimento no pé, que fui deixando. Eu devia ter dado uma parada, ido em médico, mas tinha aquela teimosia em não ir”, relata. 

Com mobilidade limitada, o aposentado se emociona ao falar da mudança que a nova cadeira representa em sua vida. “Eu tinha uma cadeira emprestada, mas era muito antiguinha. Essa aqui não, ela é ‘maneirinha’, estou muito feliz em ter sido chamado. Agora eu vou poder ajudar a limpar a casa, dar uma força à esposa lá – ela é a única que trabalha em casa, a ‘bichinha’!”

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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