Distrito FederalAcordo de última hora evita paralisação dos ônibus nesta segunda no DF

Acordo de última hora evita paralisação dos ônibus nesta segunda no DF

Um domingo que começou com ameaça de paralisação terminou com acordo no Distrito Federal. Após horas de impasse, a greve dos rodoviários prevista para começar à 0h desta segunda-feira (28) foi suspensa na noite deste domingo (27).

A decisão veio depois de uma nova rodada de negociação entre representantes dos trabalhadores, empresas do transporte coletivo e a Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal (Semob).

Proposta não convence trabalhadores

A tensão em torno do transporte público começou antes mesmo da assembleia da categoria.

As empresas apresentaram uma proposta de reajuste de 6% nos salários. Para o tíquete refeição-alimentação e a cesta básica, ofereceram aumento de 7%. Os benefícios relacionados à saúde e ao plano odontológico teriam correção de 11,88%.

Os valores ficaram abaixo do que os trabalhadores reivindicavam em pontos importantes da negociação. A categoria defendia reajuste de 8% nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde.

Rodoviários rejeitam oferta e confirmam greve

Na manhã deste domingo, os trabalhadores se reuniram em assembleia no estacionamento do Conic, no Setor de Diversões Sul.

A proposta das empresas foi rejeitada por unanimidade. Com isso, a categoria manteve a decisão de iniciar uma greve à meia-noite, afetando o transporte coletivo já nas primeiras horas de segunda-feira.

A paralisação era resultado de um impasse que vinha se arrastando havia semanas. As negociações para a renovação do acordo coletivo começaram em julho e passaram por mais de dez rodadas sem consenso.

Durante boa parte do domingo, portanto, o cenário era de greve confirmada.

Justiça determina circulação mínima dos ônibus

Com a paralisação mantida, o Governo do Distrito Federal recorreu à Justiça do Trabalho para tentar reduzir os impactos sobre os passageiros.

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) não impediu a greve, mas estabeleceu uma operação mínima caso o movimento começasse.

A determinação previa a manutenção de 80% da operação normal nos horários de maior movimento, entre 5h30 e 9h e das 17h às 20h. Fora desses períodos, pelo menos 50% das viagens deveriam ser realizadas.

O Metrô-DF também se preparou para receber uma possível demanda maior de passageiros e anunciou ampliação dos períodos de operação em horário de pico.

Até aquele momento, quem dependia do transporte público começava a se preparar para uma segunda-feira de incertezas.

Nova negociação muda o cenário à noite

O rumo da negociação mudou nas últimas horas do domingo.

Representantes do Sindicato dos Rodoviários, das concessionárias e da Semob voltaram à mesa. Dessa vez, as conversas avançaram.

O novo entendimento prevê reajuste de 8% nos salários e de 10% nos benefícios de alimentação.

Após o acerto, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Dão, orientou os profissionais a comparecerem aos postos de trabalho durante a madrugada e cumprirem normalmente seus horários nesta segunda-feira.

O acordo encerrou um dia de negociações intensas que passou por rejeição de proposta, confirmação da paralisação e intervenção da Justiça do Trabalho antes de chegar a um entendimento entre trabalhadores e empresas.

 

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