A Secretaria de Saúde (SES-DF) convoca para a Após morte de macacos em Goiás, DF reforça alerta e amplia vacinação contra febre amarelavacinação cerca de 40 mil pessoas entre 9 meses e 59 anos de idade que ainda não receberam a dose contra a febre amarela. Embora o Distrito Federal não apresente casos desde 2022, o sinal de alerta foi ligado após a morte de 38 micos e macacos em Goiás, entre setembro e fevereiro, vítimas da doença.
Os óbitos dos animais indicam a circulação do vírus nesta parte do país. Contudo, até o momento, não há áreas do DF com confirmação da doença. Ainda assim, como estratégia de prevenção, mais de cem salas de vacina estão munidas de doses contra a febre amarela. Nelas, jovens e adultos poderão se vacinar.
A orientação é administrar uma dose inicial aos 9 meses, seguida de reforço aos 4 anos. Pessoas com mais de 5 anos que possuam histórico de uma dose da vacina aplicada antes dessa idade devem completar o esquema com uma dose de reforço. Entre crianças de 5 anos ou mais e adultos de 59 anos, 11 meses e 29 dias, a recomendação é uma dose única da vacina. Por fim, as pessoas com 60 anos ou mais podem ser imunizadas mediante solicitação médica, após avaliação individualizada do risco/benefício.
Quem deve tomar
No caso de gestantes e de mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses, a vacinação é indicada apenas àquelas que residam ou se desloquem para áreas onde esteja confirmada a circulação do vírus da febre amarela. Mesmo nessas situações, será necessária uma avaliação de profissionais de saúde.
18,6 mil
Número de doses de vacina contra a febre amarela disponíveis na Rede de Frio da Secretaria de Saúde
Já pessoas com histórico de alergias a ovo de galinha ou a gelatina devem passar por uma avaliação médica antes da vacinação. Nesses casos específicos, a recomendação é receber o imunizante no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib)
A SES-DF assegura que não vai faltar vacina para todos esses públicos “A Gerência de Rede de Frio dispõe, atualmente, de 18,6 mil doses contra a febre amarela”, enumera a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. “As unidades básicas de saúde e as redes de frio regionais possuem, juntas, 26 mil imunizantes em estoque. Adicionalmente, está previsto para o final deste mês o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde”.
Quem estiver vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países para a entrada em seus territórios. O documento é gratuito e não tem prazo de validade.
Alerta
O contágio de febre amarela não ocorre por meio de macacos e micos, portanto matá-los não impede a transmissão da doença — ela é causada pela picada de mosquitos contaminados pelo vírus. A morte desses primatas, porém, serve como importante sinal de alerta para os seres humanos.
A principal estratégia de vigilância da febre amarela é o monitoramento de casos da doença em primatas não humanos (micos e macacos). Após a identificação de óbitos, esses animais são recolhidos e testados pelas equipes da vigilância de zoonoses. “A partir desse processo, é possível obter um diagnóstico antecipado do risco de adoecimento da população e, assim, implementar ações de controle”, explica o diretor de Vigilância Ambiental da SES-DF, Edvar Yuri Schubach.
Somente em 2025, a secretaria recolheu 173 macacos mortos, o que não indica a doença. Caso você encontre um desses animais sem vida, a recomendação é colocar um balde sobre o corpo e isolar o local, além de afastar crianças e animais domésticos. Em seguida, ligue para a Zoonoses: (61) 3449-4434 ou 3449-4432.
Sintomas
A febre amarela pode ser assintomática, mas seus sinais mais comuns são dores de cabeça e no corpo, febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, olhos avermelhados, cansaço, fraqueza e fotofobia (sensibilidade excessiva à luz). Em alguns casos, a doença evolui para dores abdominais, o que indica lesões no fígado. A pessoa então apresenta uma coloração amarelada, cenário em que pode haver insuficiência renal e até a morte.
O DF registrou um caso de febre amarela em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022. Em 2025, houve a confirmação de uma pessoa infectada fora da capital federal, em Tocantins.
Fonte: Agência Brasília

