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Bebê de 1 ano morre com suspeita de maus-tratos em Samambaia; polícia investiga

Criança de 1 ano e 3 meses chegou à UPA em parada cardiorrespiratória e não resistiu. Conselho Tutelar havia solicitado medidas de proteção após suspeitas anteriores de violência.

A morte de uma menina de apenas 1 ano e 3 meses, em Samambaia, no Distrito Federal, está sendo investigada pela Polícia Civil (PCDF). A criança morreu no último domingo (25), após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região em parada cardiorrespiratória.

O caso ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (27), com informações de que a bebê já havia sido atendida em unidades de saúde por suspeita de agressões e estava sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar.

Dias antes da morte, o órgão havia solicitado à Justiça medidas para proteger a menina. O pedido, entretanto, foi negado.

A investigação busca esclarecer o que aconteceu com a criança e se há relação entre as lesões identificadas anteriormente e a morte.

Bebê chegou à UPA em parada cardiorrespiratória

Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração da unidade, a menina chegou à UPA de Samambaia em parada cardiorrespiratória.

Os profissionais de saúde iniciaram imediatamente os procedimentos de reanimação cardiopulmonar, mas a criança não respondeu às tentativas de socorro.

O óbito foi confirmado pela equipe médica.

Durante o atendimento, também foram identificados sinais de possíveis agressões, o que levantou suspeitas de maus-tratos.

Apesar disso, a causa da morte ainda não foi determinada.

O Instituto Médico Legal (IML) deverá realizar os exames necessários para esclarecer as circunstâncias do falecimento.

Criança já havia sido atendida com sinais de violência

As suspeitas de maus-tratos não começaram no dia da morte.

No início de outubro, a bebê foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e, posteriormente, encaminhada ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

Durante os atendimentos, profissionais de saúde identificaram lesões que motivaram o acionamento da Polícia Civil e do Conselho Tutelar.

Entre os sinais relatados estavam hematomas e uma marca semelhante a uma mordida no rosto.

A mãe da criança havia denunciado uma suspeita de agressão ocorrida enquanto a filha estava sob os cuidados de uma babá.

As circunstâncias desse episódio também fazem parte da investigação.

Conselho Tutelar pediu medidas de proteção

Após tomar conhecimento das suspeitas de violência, o Conselho Tutelar de Samambaia solicitou medidas de proteção para a menina.

O pedido buscava afastá-la temporariamente dos cuidados da mãe, do padrasto e da babá, enquanto as suspeitas fossem apuradas.

A solicitação foi fundamentada na Lei Henry Borel, que estabelece mecanismos de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.

Na ocasião, a menina passou a permanecer com a avó materna.

Entretanto, na quinta-feira (22), a Justiça negou o pedido de afastamento.

De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, a decisão considerou que não havia elementos suficientes para justificar a restrição do convívio da criança com a mãe.

Menina voltou para a mãe um dia antes da morte

Após a decisão judicial, a mãe buscou a filha na casa da avó materna no sábado (24).

No dia seguinte, a criança passou mal e foi levada à UPA de Samambaia, onde a morte foi constatada.

A sequência dos acontecimentos passou a ser analisada pelos investigadores.

A Polícia Civil deverá verificar o histórico de atendimentos médicos, os registros anteriores de suspeita de violência e as circunstâncias em que a menina estava antes de ser levada à unidade de saúde.

Até o momento, não há confirmação de que as lesões anteriores tenham provocado a morte.

Polícia investiga possível crime

A investigação está sob responsabilidade da 32ª Delegacia de Polícia de Samambaia.

A mãe, o padrasto e a babá foram ouvidos pela Polícia Civil.

Até as informações divulgadas nesta terça-feira (27), ninguém havia sido preso.

Os investigadores aguardam os resultados dos exames periciais para determinar a causa da morte e verificar se houve prática de crime.

Os depoimentos e os registros médicos também deverão ajudar a esclarecer a origem das lesões identificadas na criança.

A existência de suspeitas de maus-tratos não significa que a responsabilidade de qualquer pessoa tenha sido comprovada.

Caso levanta questões sobre proteção infantil

A morte da menina também chama a atenção para a atuação dos órgãos responsáveis pela proteção de crianças em situações de possível violência.

Antes do falecimento, profissionais de saúde haviam identificado lesões e comunicado a situação às autoridades competentes.

O Conselho Tutelar também havia solicitado medidas de proteção, posteriormente negadas pela Justiça.

A apuração deverá esclarecer não apenas as circunstâncias da morte, mas também a sequência de acontecimentos envolvendo os atendimentos médicos e as providências adotadas após as primeiras suspeitas.

Enquanto os laudos não forem concluídos, a causa do óbito permanece indeterminada.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.

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