Grupos de apoio, rodas de conversa, campanhas e programas educativos vêm ganhando espaço no Brasil com o objetivo de envolver mais homens no enfrentamento à violência contra a mulher. Apesar dos avanços, especialistas apontam que a participação masculina ainda é considerada baixa diante da dimensão do problema

O psicólogo Flávio Urra destaca que ampliar esse engajamento é urgente. Segundo ele, muitos homens não se reconhecem como parte do problema, o que dificulta o debate e a mudança de comportamento.
Programas buscam responsabilização e mudança de comportamento
Uma das estratégias é o acompanhamento de homens autores de violência, previsto na Lei Maria da Penha. Esses programas promovem encontros periódicos com foco na reflexão e na responsabilização.
No projeto E Agora, José?, por exemplo, participantes passam por cerca de 20 encontros. Ao final, muitos relatam mudanças na forma de agir dentro de casa e nos relacionamentos.
Resistência ainda é um obstáculo
Segundo especialistas, comportamentos como negar
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responsabilidade, minimizar situações ou se colocar como vítima ainda são comuns entre homens, especialmente em ambientes corporativos e sociais.
O consultor Felipe Requião aponta que parte dessa resistência está ligada ao medo de perda de espaço e privilégios. Por isso, ele defende que o processo de mudança precisa ser contínuo, e não pontual.
Espaços de escuta e apoio crescem
Além de iniciativas presenciais, também surgem espaços online voltados ao acolhimento e à reflexão. O terapeuta Alexandre Coimbra Amaral mantém, desde 2017, um ambiente virtual gratuito para homens discutirem masculinidades e questões emocionais.
Segundo ele, a transformação começa quando os homens conseguem reconhecer e expressar suas próprias dores.
Campanhas incentivam protagonismo masculino
O movimento Instituto Laço Branco Brasil é um dos exemplos de mobilização voltada ao público masculino. A campanha incentiva homens a atuarem como agentes de mudança no combate à violência.
A iniciativa inclui ações educativas contínuas e a formação de multiplicadores, além de reforçar datas como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Educação é chave para transformação
Nas escolas, programas como o Maria da Penha Vai à Escola trabalham a conscientização desde cedo, envolvendo estudantes, professores e famílias.

A pesquisadora Valeska Zanello destaca que já existem boas práticas no país, mas é necessário ampliar e compartilhar essas experiências para fortalecer os resultados.
Caminho passa pela construção coletiva
Especialistas defendem que o enfrentamento ao machismo exige a participação conjunta de homens e mulheres. Para o orientador familiar Peu Fonseca, o diálogo deve ocorrer em espaços integrados, promovendo troca de experiências e construção coletiva de soluções.
Com informações da Agência Brasil

