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Fim da escala 6×1 entra na pauta do Senado na terça-feira; entenda a proposta

Dois dias depois do primeiro turno das Eleições 2026, o Senado começará a discutir em Plenário a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu a PEC 221/2019 na pauta da próxima terça-feira (6).

A proposta estabelece uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana. O texto já passou pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O que muda para o trabalhador?

Pelo texto aprovado pela Câmara, a duração normal do trabalho passaria das atuais 44 horas para até 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias.

A proposta garante dois dias de repouso remunerado por semana e mantém o salário dos trabalhadores.

Para categorias com jornadas especiais que precisem trabalhar aos sábados ou domingos, será permitida compensação, desde que sejam preservadas, em média, duas folgas remuneradas por semana, dentro do mesmo mês.

O texto também estabelece uma transição para a implantação das novas regras.

Proposta já foi aprovada pela Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou a PEC em dois turnos no fim de maio.

No primeiro turno, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. Na segunda votação, o placar foi de 461 a 19. Depois disso, o texto seguiu para análise dos senadores.

A proposta avançou na CCJ do Senado no início de setembro, mas ainda precisava chegar ao Plenário.

Alcolumbre havia afirmado que a análise ocorreria depois das eleições. Agora, a discussão foi incluída na pauta de terça-feira, dois dias após a votação do primeiro turno.

PEC ainda não estará aprovada na terça-feira

A inclusão na pauta não significa que a mudança passará a valer imediatamente.

Antes da votação em primeiro turno, a proposta precisa cumprir o período regimental de discussão no Plenário do Senado. Esse calendário pode ser abreviado caso os senadores aprovem um calendário especial.

Por se tratar de uma mudança na Constituição, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos, com o apoio de pelo menos três quintos dos senadores — 49 dos 81 integrantes da Casa — em cada votação.

Se o Senado aprovar o mesmo texto enviado pela Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação. Caso haja mudanças substanciais, a matéria terá de retornar à Câmara dos Deputados.

Com informações da Agência Brasil

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