Parceria bilionária deve ampliar rotas regionais e fortalecer indústria nacional
A ampliação da rede de hemodiálise no Distrito Federal tem mudado a rotina de milhares de pacientes que dependem do tratamento para sobreviver. Com novos equipamentos e aumento da capacidade de atendimento, a rede pública vem conseguindo oferecer mais acesso e qualidade nos serviços de nefrologia.
Entre 2019 e 2026, o número de máquinas de hemodiálise passou de 72 para 125 — crescimento de cerca de 73,6%. No mesmo período, os sistemas de osmose reversa, fundamentais para garantir a qualidade da água utilizada no procedimento, saltaram de 15 para 47 unidades, representando um aumento de mais de 200% .
O reforço na estrutura ocorre em resposta ao aumento de pacientes com doença renal crônica. Atualmente, cerca de 30 mil pessoas vivem com a condição no Distrito Federal, sendo que aproximadamente 3.600 necessitam de diálise regularmente .
A ampliação da capacidade também impactou diretamente o número de atendimentos realizados. As sessões de hemodiálise passaram de 774 para cerca de 2.200, permitindo que mais pacientes tenham acesso ao tratamento contínuo e essencial para a manutenção da vida .
Os equipamentos estão espalhados por diferentes unidades da rede pública. Os maiores polos de atendimento são o Hospital Regional de Taguatinga e o Hospital Regional de Sobradinho, além de outras unidades em regiões como Asa Norte, Gama, Ceilândia, Planaltina, Samambaia e o Hospital Materno Infantil de Brasília .
Além da ampliação, a rede também passou por reformas estruturais, com modernização de serviços e atualização dos sistemas de tratamento.
A hemodiálise é indicada quando os rins deixam de filtrar o sangue adequadamente, o que pode causar sintomas como inchaço, cansaço extremo, falta de ar e náuseas.
O tratamento exige uma rotina rigorosa: sessões de aproximadamente quatro horas, geralmente três vezes por semana, além de restrições alimentares e controle da ingestão de líquidos .
A realidade dos pacientes reflete a importância da ampliação do serviço. Morador de Planaltina, o pedreiro Geraldo Rodrigues dos Santos, de 62 anos, faz hemodiálise há quase 11 anos no Hospital Regional de Sobradinho.
Ele relata que a chegada de novos equipamentos melhorou significativamente o atendimento. Antes, falhas nas máquinas geravam atrasos e remarcações; hoje, o serviço é mais eficiente e organizado, contribuindo para uma rotina mais estável .
Além da hemodiálise, a rede pública também oferece a diálise peritoneal, que pode ser realizada em casa e amplia a autonomia dos pacientes. No Distrito Federal, cerca de 25% das pessoas em tratamento utilizam essa modalidade — índice acima da média nacional .
Outro suporte importante é o transporte oferecido para pacientes que precisam se deslocar até as unidades de saúde, além da articulação com outros estados para continuidade do tratamento em caso de viagens.
Saúde pública como suporte essencial
Com custo elevado na rede privada — podendo ultrapassar R$ 300 por sessão —, o acesso ao tratamento pelo SUS se torna essencial para milhares de pessoas .
A ampliação da rede de nefrologia no DF representa, portanto, não apenas um investimento em infraestrutura, mas uma ação direta na qualidade de vida e na sobrevivência dos pacientes.
Com informações da Agência Brasília

