Entre corredores já conhecidos, plantões e rotinas bem-definidas, algumas histórias ganham novos significados. Mais do que local de trabalho, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) se torna cenário de um dos momentos mais marcantes da vida de muitas colaboradoras que trabalham ali: o nascimento dos filhos. A experiência transforma a relação com a unidade, que completou 18 anos e oferece uma nova perspectiva: sair do papel de profissional para vivenciar o cuidado como paciente.
Foi assim com Patrícia Araújo, assistente administrativa do serviço de ginecologia e obstetrícia, que há dois anos deu à luz o pequeno Benício Araújo. Por se tratar de uma gestação de alto risco, ela encontrou no próprio hospital o suporte necessário desde o início. “Eu fiz todo o meu pré-natal aqui. Recebi apoio de colegas para começar o acompanhamento e isso fez toda a diferença”, relembra.
A gestação exigiu atenção redobrada. Aos 42 anos, com diagnóstico de diabetes gestacional e alterações na pressão arterial, surgiram momentos de apreensão. Ainda assim, o acompanhamento multiprofissional garantiu segurança. “A atuação da equipe foi fundamental. Consegui controlar a diabetes, a pressão estabilizou e fui muito bem-assistida, desde a enfermagem até a fisioterapia”, relata. O trabalho de parto foi longo, com duração de 32 horas, mas a experiência foi marcada pelo acolhimento.
A relação com o hospital também faz parte da trajetória de Luciana Mendes, auxiliar de serviços gerais e mãe de Isabelly e Miguel, de 14 e 11 anos, respectivamente. Ambos nasceram no HRSM, antes mesmo de ela integrar a equipe. Moradora de Santa Maria, Luciana escolheu a unidade para viver esses momentos e guarda lembranças positivas desde a chegada.
No nascimento da filha mais velha, Luciana chegou à unidade já em trabalho de parto avançado e chamou a atenção pela tranquilidade. “Teve até médica que comentou como eu estava calma. Nunca me deixaram sozinha, e fui muito bem-atendida o tempo todo”, conta.
Anos depois, a experiência se repetiu no nascimento do segundo filho, trazendo até um sentimento inusitado: “Quando recebi alta, nem queria ir embora. Fiquei com receio de não ter em casa o mesmo cuidado que tive aqui. Sempre indico o hospital, porque fui muito bem-assistida em todos os momentos”.
- Mulheres encontram apoio e oportunidades em Centros de Referência do DF
- Projeto Nasce uma Estrela promove curso com foco em maternidade
- Torre de TV Digital recebe evento que une ciclismo, cultura e entretenimento
- Após reunião com Banco Central, GDF reforça estabilidade do BRB
- Confira o funcionamento dos serviços no DF no feriado de 1º de maio
Apesar de um início desafiador, com dificuldade na evolução do parto, Bruna Carolyne da Silva, assistente administrativo da coordenação de protocolos, destaca o suporte recebido durante a internação no HRSM durante o nascimento de Arthur Kaleb, hoje com 7 anos.
“Foi um pouco complicado, pois não houve dilatação suficiente e foi necessária a cesárea. Mesmo assim, tive todo o apoio da equipe e tudo ocorreu bem”, relata.
Mais do que números ou marcos históricos, os 18 anos do HRSM também são feitos dessas memórias afetivas. Para Patrícia, Luciana e Bruna, a unidade se tornou cenário de um dos momentos mais importantes de suas vidas. Experiências diferentes, mas marcadas pelo mesmo sentimento: o de acolhimento em um instante que permanecerá guardado para sempre.
Fonte: Agência Brasília

