O ano de 2026 começa com uma ótima notícia para a população do Distrito Federal: o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ampliou a realização da colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE). A CPRE é uma técnica utilizada no diagnóstico e tratamento de doenças em regiões como aparelho gastrointestinal, vesícula biliar, vias biliares e pâncreas.
Entre janeiro e junho de 2025, foram realizadas 56 CPREs no HRT. Com a ampliação do serviço, os procedimentos mais que dobraram na unidade: foram 182 CPREs feitas entre julho e dezembro, uma alta de 225%.
O procedimento, também chamado de colangiografia endoscópica, é realizado duas vezes por semana no HRT — às terças e às quintas-feiras. A CPRE é indicada a pacientes com presença de cálculos (pedras) biliares ou que, após um transplante, apresentem necessidades especiais. Em um único exame é realizada a fluoroscopia, que permite visualizar estruturas do corpo em movimento e em tempo real, e a duodenoscopia, caracterizada pela inserção, no duodeno, de um tubo fino e flexível acoplado a uma microcâmera.
Por conta de uma obstrução das vias biliares, a técnica de enfermagem Kenia Ferreira precisou passar pelo procedimento no final de dezembro, ocasião em que também foi inserida uma prótese na região. “Por causa da obstrução, tive um quadro de bilirrubina elevada no sangue. Eu estava ficando amarela, sentia muitas náuseas, tive crises de vômito, mal-estar em geral. Graças a essa primeira intervenção, tive melhora significativa no meu quadro”, conta.
No início de janeiro, foi realizada uma cirurgia simples de retirada da vesícula, no centro cirúrgico do hospital. Quatro dias depois, Kenia realizou outra CPRE, dessa vez para remover a prótese, que já não era mais necessária. “Agora estou bem. Recebi alta do HRT, estou voltando à minha coloração normal, sem mal-estar. Tenho apenas gratidão a toda a equipe médica e de enfermagem em geral, tanto pela CPRE quanto pela equipe cirúrgica, por todo o apoio, a agilidade e o cuidado comigo”, agradeceu.
O gerente de Assistência Multidisciplinar e Apoio Diagnóstico do hospital, Diego Caires, ressalta que a ampliação do serviço é mérito da equipe envolvida, entre profissionais de enfermagem, médicos endoscopistas, técnicos de radiologia e gestores. “Esse resultado é decorrente da atuação integrada e tecnicamente qualificada dos profissionais envolvidos em todas as etapas do processo assistencial”, afirma.
Por ser versátil, a colangiografia endoscópica muitas vezes evita a realização de cirurgias mais complexas ou outros procedimentos mais invasivos. Com a técnica, o profissional consegue, sem grandes incisões, remover cálculos, fazer biópsias, drenagens e desobstruir a via biliar, além de diagnosticar cálculos e tumores.
O equipamento também permitiu que o HRT passasse a realizar exames de videodeglutograma, técnica utilizada para avaliação de estruturas anatômicas, como esôfago e boca, durante o processo de deglutição de alimentos.
Fonte: Agência Brasília

