Febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos e dificuldade para movimentar o pescoço estão entre os sinais que podem aparecer em casos de meningite. A doença exige avaliação médica rápida e, em algumas de suas formas, pode ser prevenida por meio da vacinação.
Neste 5 de outubro, Dia Mundial de Combate à Meningite, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, principalmente entre crianças e adolescentes.
No DF, mais de cem salas de vacinação oferecem imunizantes que ajudam a proteger contra diferentes agentes capazes de provocar a doença.
O que é meningite?
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
Ela pode ter diferentes causas, incluindo infecções provocadas por bactérias e vírus. Por isso, a gravidade, a necessidade de internação e o tratamento variam conforme cada caso.
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Entre os sintomas que merecem atenção estão febre alta, dor de cabeça, rigidez ou dificuldade para movimentar o pescoço, náuseas e vômitos.
Diante da suspeita da doença, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
“A meningite é uma doença endêmica no Brasil, o que significa que casos são esperados ao longo de todo o ano”, explica o gerente de Epidemiologia de Campo da SES-DF, Victor Bertollo Pôrto.
Em 2025, o Distrito Federal registrou 106 casos de meningite e 11 mortes, segundo a Secretaria de Saúde.
Proteção começa nos primeiros meses de vida
Não existe apenas uma vacina contra a meningite. Diferentes imunizantes do calendário de vacinação oferecem proteção contra agentes que podem provocar determinadas formas da doença.
Entre eles estão BCG, pentavalente, vacinas pneumocócicas e meningocócicas.
A BCG é aplicada preferencialmente ainda na maternidade e protege contra formas graves de tuberculose, incluindo a meningite tuberculosa.
Ao longo da infância, outras doses são administradas em diferentes idades para ampliar a proteção contra bactérias associadas à meningite.
Há aplicações previstas aos 2, 3, 4, 5, 6, 12 e 15 meses, além de doses aos 4 anos e entre 11 e 14 anos, dependendo do imunizante e do esquema indicado.

Vacina atrasou? Procure uma unidade de saúde
Quem perdeu alguma dose não deve considerar o esquema perdido.
Pais e responsáveis podem procurar uma sala de vacinação levando um documento de identificação da criança e, preferencialmente, a caderneta de vacinação.
A equipe verifica quais imunizantes já foram administrados e quais doses ainda precisam ser aplicadas de acordo com a idade e o histórico de vacinação.
Segundo a SES-DF, seguir o calendário é importante porque os intervalos e as idades recomendadas são definidos considerando o período adequado para desenvolver proteção contra cada doença.

Alguns adultos também têm indicação específica
A vacinação contra agentes que podem causar meningite não se limita às crianças e aos adolescentes.
A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), por exemplo, também possui indicação para pessoas a partir dos 85 anos e para determinados grupos com maior risco de desenvolver doença pneumocócica grave.
Entre as condições consideradas estão imunossupressão, algumas cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave, diabetes e determinadas condições neurológicas.
Nesses casos, a indicação depende da condição clínica e pode exigir avaliação ou autorização do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
A VPC20 também é indicada para populações indígenas a partir dos 5 anos que não tenham recebido anteriormente vacina pneumocócica conjugada, conforme as recomendações de vacinação.
Com informações da Agência Saúde

