Uma recente pesquisa realizada em agosto deste ano pelo SEBRAE sobre empreendedorismo feminino aponta que mulheres empreendem mais do que os homens mas ganham 22% a menos e suas empresas fecham mais rápido. A pesquisa revela que as mulheres representam 49% do empreendedorismo com os negócios durando de 3 a 5 anos, já os negócios estabilizados e acima dessa durabilidade, caem para 43%.
Mesmo as empreendedoras obtendo mais estudo ganham 22% a menos que os homens e o salário tem um rendimento mensal médio de R$1831,00. O maior motivo dessa diferença está ligada na maternidade e família. As mulheres se dedicam por 30,8 horas por semana nos negócios, já os homens, esse tempo aumenta para 37,5. 79% das mulheres entrevistadas também dividem esse tempo com os serviços domésticos.
A gestora de desenvolvimento humano, Rita Carvalho declara que a múltipla jornada feminina é um dos grandes desafios para as mulheres empreendedoras, já que precisam administrar o negócio e a rotina de cuidar da casa, dos filhos, do marido e de tudo que envolve família, o que acumula uma sobrecarga emocional que impacta diretamente no físico e na qualidade de vida.
“Neste cenário, a mulher assume diversos compromissos e papéis, onde pelo que acompanho de muitas empreendedoras, na maioria das vezes não há incentivo e apoio das pessoas mais próximas, principalmente de seus familiares que não acreditam ser possível obter sucesso com o tipo de negócio que elas desejam iniciar”, diz Rita.
A arquiteta Lívia Quintella possui um escritório que leva o seu nome há seis anos, sempre teve um sonho de construir o prórpio negócio logo após a faculdade e nunca teve dúvidas sobre isso. O apoio dos pais finaceiramente e emocionalmente foi muito importante para alavancar a sua carreira. Passou a vida vendo o pai conduzindo uma empresa de engenharia e se inspirou para seguir os passos de ser uma empresária na área de arquitetura e urbanismo.
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“Quando sai da faculdade trabalhei por um ano em um escritório mas eu queria muito mais, sempre foi um sonho montar um negócio próprio e eu não queria ficar dentro de uma empresa, eu queria mostrar o meu talento e projetos para as pessoas, queria que elas me conhececem, eu queria ser vista, até que criei coragem e montei o meu escritório”, revela.
Lívia também conta a sua maior dificuldade no início do trabalho foi capacitar clientes e fazer com que eles ficassem satisfeitos para que a indicasse para outros clientes e que hoje em dia a maior dificuldade é a administração e conciliação das atividades. Hoje, Lívia não precisa mais da ajuda dos pais e possui três funcionárias.
Já para a micropgimentadora estética Danielle Furtado que já atua na área há mais de treze anos sempre se dedicou ao máximo nas empresas em que trabalhou, porém, não era reconhecida profissionalmente e financeiramente, foi quando começou a pensar no porquê de gastar toda essa energia para algo que não era seu? E isso foi motivo suficiente para buscar encarar o desafio e buscar o trabalho próprio. Pesquisar, estudar, criar técnicas com protocolos exclusivos, fazer cursos nacionias e internacionais foram essenciais para carreira deslanchar.
“Queria algo singular, intimista mas com muito profissionalismo e amor”, declara Danielle. E foi assim que começou a se especializar na área de estética, iniciou um estúdio especializado em sobrancelhas onde atendia e administrava, com o passar do tempo, o negócio foi crescendo e outros profissionais surgiram para formar parcerias, hoje o Studio Furtado tem seis anos de existência e está consolidado e reconhecido pelo bairro da Freguesia, Zona Oeste do Rio de Janeiro e também ministra diversos cursos.
Danielle contou com o apoio do seu avó para ter êxito na montagem do Studio, “ele é falecido, sinto muita falta dele, por vários motivos e sou muito grata a ele, pois sem ele não teria conseguido chegar onde cheguei. E sei que até hoje ele me protege, me incentiva e me abençoa”
Conciliar o lado empreendedora com o lado mãe é um dos maiores desafios que Danielle enfrenta “ser mãe demanda muita atenção, educação e muito carinho. Já me senti muito culpada, ainda me sinto às vezes, hoje com a segunda gestação fico bem cansada fisicamente, mas quando vejo o que já proporcionei e o que posso proporcionar a eles, me dá mais força para crescer cada dia mais. Atualmente minha rotina de trabalho é bem intensa, trabalho de segunda a segunda, então o tempo que estou junto da minha filha, Maria Eduarda, faço tudo por ela, dedicação integral, para minimizar o máximo os efeitos da minha ausência e em breve vem meu segundo filho, o Carlos Eduardo ou “Cadu” para os íntimos”.
O empreendedorismo sempre esteve nos sonhos e veias da reprogramadora mental, Ivana Cabral, que até criou um aplicativo e lançou um curso online para ajudar as pessoas a realizarem os seus sonhos e metas. “Sempre amei essa área, lembro que muitas vezes meu namorado brigava comigo por ficar horas escutando minhas amigas, sempre tentando ajudar a resolver seus problemas, sempre gostei de promover as pessoas”, conta.
Se formou em física quântica, coaching, buscou técnicas na Alemanha e Estados Unidos e atualmente cursa psicologia. O medo de fracassar foi o maior desafio que Ivana enfrentou mas encontrou o apoio de seu marido e familiares que sempre estiveram ao seu lado e sempre ajudaram no que foi preciso.
A reprogramadora mental conta que conciliar a vida de empreendedora com a de mãe não é nada fácil e que muitas vezes carrega um sentimento de culpa por não ser perfeita no trabalho, como esposa e como mãe. Então decidiu separar por qualidade, quando o seu lado mãe fala mais alto, Ivana não fica no celular, não assisti tv, ela apenas brinca, conta histórias para a filha de seis anos, “não adianta passar o dia com seus filhos e não estar de corpo e alma com eles, nesse caso você só está querendo diminuir a sua culpa, não está preocupada com o que realmente importa, a qualidade da sua presença” revela.
Exame

