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Novas regras de segurança do Pix entram em vigor e reforçam rastreamento de dinheiro em golpes

As novas regras de segurança do Pix começaram a valer em 2026 com o objetivo de frear golpes financeiros e tornar mais eficiente a recuperação de valores transferidos de forma fraudulenta. As mudanças foram definidas pelo Banco Central do Brasil e atingem principalmente a forma como o sistema reage após a identificação de uma fraude.

O foco das novas medidas está no rastreio do dinheiro. Em muitos golpes, os valores são rapidamente transferidos para diversas contas, prática que dificulta o bloqueio e a devolução dos recursos. Com as novas regras, esse caminho passa a ser monitorado com mais precisão, permitindo que as instituições financeiras atuem de forma coordenada.

Rastreabilidade ampliada

A principal alteração envolve a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para lidar com casos de fraude, golpe ou falha operacional. A nova versão amplia a capacidade de acompanhamento das transferências, inclusive quando o dinheiro é fragmentado e enviado para diferentes contas logo após o crime.

Na prática, isso significa que o sistema passa a seguir o fluxo do valor transferido, aumentando as chances de bloqueio mesmo após movimentações sucessivas. A expectativa é que a medida reduza significativamente o sucesso de golpes digitais, que vêm crescendo com o uso intensivo de transferências instantâneas.

Integração entre bancos

Outra mudança relevante é o maior nível de integração entre bancos e instituições participantes do Pix. As novas regras fortalecem o compartilhamento de informações sobre transações suspeitas, agilizando a tomada de decisão para bloqueios preventivos e processos de devolução.

O procedimento de análise continua sendo feito caso a caso, respeitando critérios técnicos e prazos definidos pelo sistema financeiro. O objetivo não é interferir em transferências legítimas, mas agir com rapidez diante de indícios claros de fraude.

O que não muda

Apesar das melhorias, o Banco Central reforça que o mecanismo não se aplica a erros cometidos pelo próprio usuário, como transferências feitas para a chave errada sem indício de golpe. Nessas situações, a devolução do valor depende da concordância de quem recebeu o dinheiro.

Para o usuário comum, o uso do Pix segue o mesmo. As mudanças acontecem nos bastidores do sistema, fortalecendo a segurança e reduzindo o espaço de atuação de criminosos digitais.

Combate aos golpes digitais

As novas regras fazem parte de um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento de fraudes eletrônicas, que se tornaram mais sofisticadas nos últimos anos. Com maior capacidade de rastreamento e resposta, o Pix avança para um modelo mais seguro, sem perder a agilidade que tornou o sistema popular em todo o país.

Fonte: Agência Brasil

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