Distrito FederalPacientes com diabetes contam com atendimento integrado na rede pública do DF

Pacientes com diabetes contam com atendimento integrado na rede pública do DF

No Distrito Federal, quem convive com o diabetes mellitus tem acesso a uma ampla rede de cuidados da Secretaria de Saúde (SES-DF), com serviços que vão da atenção básica ao atendimento especializado. Esse ordenamento é possível graças ao processo de Planificação da Atenção à Saúde (PAS), permitindo que o paciente receba assistência multidisciplinar em uma mesma unidade e em um só turno, de manhã ou à tarde.

“Diante de condições crônicas como o diabetes, é necessário que a rede de atenção se organize para que o fluxo dos pacientes seja contínuo e integrado, com estratificação de risco, cuidado compartilhado e estímulo ao autocuidado apoiado”

Yesca Oliveira, médica de família e comunidade

“A PAS representa uma mudança no modelo de gestão e de organização no âmbito da Secretaria de Saúde desenvolvida pelo Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde]”, explica a médica de família e comunidade Yesca Oliveira, da Região de Saúde Centro-Sul. “O objetivo central é tirar o sistema de saúde do ‘modo reativo’, em que se espera a crise acontecer, e colocá-lo no ‘modo preventivo e resolutivo’.”

No cuidado planificado, há maior grau de integração entre a Atenção Primária — refletida pela Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada preferencial da população aos serviços da rede pública no DF —  e a Atenção Especializada. O resultado é uma gama ampla de especialistas que, composta por endocrinologista, cardiologista, enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social, nutricionista e um gestor do cuidado como ponto de apoio, permanece no mesmo nível de atendimento, analisando o paciente simultaneamente.

É o que ocorre, exemplifica Yesca, quando um paciente com diabetes é encaminhado de uma UBS planificada para o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic). “Diante de condições crônicas como o diabetes, é necessário que a rede de atenção se organize para que o fluxo dos pacientes seja contínuo e integrado, com estratificação de risco, cuidado compartilhado e estímulo ao autocuidado apoiado”, detalha. 

Região Centro-Sul

A Região de Saúde Centro-Sul compreende as regiões administrativas de Candangolândia, Cidade Estrutural, Guará, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA).

Há, ao todo, oito UBSs planificadas na Região Centro-Sul. Atualmente, essas unidades prestam 116 atendimentos mensais, com 36 pacientes acessando as UBSs pela primeira vez e 80 fazendo consultas de retorno, isso é, após terem sido atendidos no Cedhic. A expectativa é que, até o fim deste ano, a planificação na região chegue a 18 unidades.

Fonte: Agência Brasília

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