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Celina Leão oficializa políticas de apoio às mães atípicas e combate à violência contra a mulher

O Governo do Distrito Federal deu um novo passo na consolidação de políticas públicas voltadas às mulheres. Nesta quarta-feira (1º), a governadora Celina Leão assinou dois decretos que instituem medidas permanentes de acolhimento, proteção e fortalecimento dos direitos femininos: a criação da Rede de Apoio às Mães Atípicas e do Plano Distrital de Combate à Violência e de Proteção à Mulher (PDCV-Mulher).

As iniciativas ampliam a atuação do Estado em duas frentes consideradas estratégicas: o suporte às mulheres responsáveis pelo cuidado contínuo de pessoas com deficiência ou doenças raras e o enfrentamento da violência de gênero por meio de planejamento de longo prazo.

Rede transforma acolhimento em política permanente

Coordenada pela Secretaria da Mulher, a Rede de Apoio às Mães Atípicas passa a integrar oficialmente as políticas públicas do Distrito Federal. O objetivo é oferecer atendimento articulado às mulheres que dedicam grande parte da rotina ao cuidado de filhos ou dependentes com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

A proposta reúne em um mesmo espaço serviços de acolhimento, atendimento psicossocial, orientação jurídica, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo, buscando fortalecer a autonomia financeira e emocional dessas cuidadoras.

A nova política nasce a partir dos resultados do projeto **Mães Mais que Especiais**, que realizou 6.031 atendimentos em seis regiões administrativas: Ceilândia, Santa Maria, Planaltina, Samambaia, São Sebastião e Sol Nascente/Pôr do Sol. A experiência demonstrou a necessidade de estruturar uma rede permanente de atendimento, substituindo ações isoladas por uma atuação integrada entre diferentes órgãos do governo.

Casas de acolhimento farão parte da nova estrutura

Entre as ações previstas está a implantação da **Casa da Mãe Atípica**, espaço que concentrará diversos serviços especializados voltados ao acolhimento dessas mulheres.

Segundo a governadora Celina Leão, os primeiros núcleos funcionarão no Parque da Cidade e no Recanto das Emas. Os locais oferecerão atividades como acompanhamento psicológico e psiquiátrico, aulas de ioga, massagens e espaços de convivência para fortalecer o apoio emocional às mães.

Durante a cerimônia, Celina Leão ressaltou que a política foi construída com participação direta da sociedade e poderá ser aperfeiçoada continuamente.

A iniciativa foi comemorada por Nazaré Silva, de 52 anos, mãe de uma pessoa com deficiência e defensora da causa no Distrito Federal. Para ela, a nova rede representa um avanço no acolhimento e na valorização das famílias atípicas.

## Plano estabelece metas para combater a violência contra a mulher

Além da nova rede de apoio, o governo instituiu o Plano Distrital de Combate à Violência e de Proteção à Mulher (PDCV-Mulher), que orientará as ações do Distrito Federal entre 2025 e 2034.

Coordenado pelas secretarias de Segurança Pública e da Mulher, o documento integra diferentes áreas do governo, como saúde, educação, assistência social e justiça, com foco na prevenção da violência, fortalecimento da rede de atendimento e proteção das vítimas.

O plano estabelece metas, indicadores de desempenho, mecanismos permanentes de monitoramento e avaliações periódicas, criando um modelo contínuo de gestão das políticas públicas voltadas às mulheres.

Comitê acompanhará a execução das ações

O decreto também cria o Comitê Gestor do PDCV-Mulher, responsável por acompanhar a implementação das medidas e garantir maior agilidade na execução das ações previstas.

A nova política incorpora ainda as diretrizes da Lei Federal nº 14.899/2024, fortalecendo as condições para que o Distrito Federal tenha acesso a recursos federais destinados ao enfrentamento da violência doméstica e familiar.

Segundo a secretária executiva Institucional e de Políticas de Segurança Pública, Regilene Siqueira Rozal, o plano consolida uma política pública permanente baseada em planejamento, integração institucional e acompanhamento de resultados, ampliando a capacidade do Estado de prevenir a violência e qualificar o atendimento às mulheres.

*Com informações da Agência Brasília.

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