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Pré-natal de alto risco da Policlínica do Paranoá completa um ano sem registrar óbitos fetais

Criado para fortalecer o cuidado às gestantes com maior risco de complicações, o Centro de Atenção Materno-Infantil (Cami), instalado na Policlínica do Paranoá, completa um ano de funcionamento com um resultado expressivo: desde a inauguração, em junho de 2025, o serviço não registrou nenhum caso de óbito fetal entre as pacientes acompanhadas.

Nesse período, o ambulatório especializado atendeu 267 gestantes das regiões do Paranoá, Itapoã, São Sebastião e Jardim Botânico, oferecendo assistência multiprofissional voltada ao pré-natal de alto risco.

Atendimento humanizado fortalece a confiança das gestantes

Mais do que o acompanhamento clínico, o serviço aposta na criação de um vínculo próximo entre profissionais e pacientes. Foi essa experiência que marcou a dona de casa Poliene do Nascimento, de 40 anos, mãe da pequena Navina Vitória, nascida em 5 de maio com 35 semanas de gestação.

Após realizar todo o pré-natal no Cami, ela destaca o acolhimento recebido durante a gravidez.

“Eles conversam bastante com a gente, explicam as coisas com paciência, nos ajudam a descontrair e aliviar as preocupações. Eu nunca fui atendida assim, com esse clima de amizade”, relata.

Estratégia busca reduzir complicações durante a gestação

Segundo a técnica de enfermagem Andreia de Barros, que atua há 24 anos no ambulatório do Hospital da Região Leste e participou da implantação do serviço, o acompanhamento humanizado faz parte da proposta assistencial.

De acordo com a profissional, muitas pacientes chegam ao centro enfrentando doenças associadas à gestação, além de inseguranças e preocupações. Por isso, a equipe procura manter contato constante e oferecer toda a assistência necessária ao longo do pré-natal.

O Cami foi criado dentro de um plano de aperfeiçoamento da assistência às gestantes de alto risco da Região de Saúde Leste. O objetivo é garantir que essas mulheres cheguem aos centros obstétricos em melhores condições clínicas, reduzindo intercorrências no parto e contribuindo para melhores resultados para mães e recém-nascidos.

Acompanhamento é definido conforme a necessidade de cada paciente

As gestantes são encaminhadas ao serviço pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), quando há indicação clínica, por meio do sistema de regulação.

O atendimento ocorre às segundas e quartas-feiras, com média de 40 mulheres atendidas semanalmente.

Como cada gestação apresenta características próprias, o número de consultas e o intervalo entre os atendimentos são definidos de forma individualizada, levando em consideração a idade gestacional e o grau de complexidade de cada caso.

Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

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