Distrito FederalEscorpiões podem se esconder dentro de casa; saiba como evitar acidentes

Escorpiões podem se esconder dentro de casa; saiba como evitar acidentes

Encontrar um escorpião dentro de casa pode não ser apenas um problema pontual. Entulhos, frestas, ralos desprotegidos e até a presença de baratas podem favorecer a permanência desses animais perto das residências.

No Distrito Federal, cerca de 4,7 mil acidentes com escorpiões foram registrados em 2025, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF). Embora os casos ocorram durante todo o ano, o início do período chuvoso costuma provocar um leve aumento nas ocorrências.

Isso acontece porque a água pode atingir os locais onde os animais se escondem, fazendo com que procurem ambientes mais secos. Já durante a estiagem, folhas, restos de materiais e entulhos acumulados também funcionam como abrigo.

Prevenção precisa começar dentro de casa

Uma das principais formas de reduzir o risco é eliminar locais que possam servir de esconderijo. A recomendação é manter quintais limpos, retirar entulhos e restos de construção, fechar buracos nas paredes e proteger ralos e outras possíveis entradas.

Também é importante controlar a presença de baratas, uma das principais fontes de alimento dos escorpiões.

Depois de uma desinsetização contra baratas, porém, a atenção deve ser redobrada. Os produtos não necessariamente eliminam os escorpiões e podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando temporariamente a possibilidade de contato com moradores.

Dentro de casa, alguns cuidados simples ajudam: evitar roupas e sapatos espalhados pelo chão, sacudir calçados antes de usá-los, manter camas e berços afastados das paredes e impedir que lençóis e cobertores encostem no piso.

Caixas de papelão, pilhas de madeira, pedras e materiais de construção também devem ser retirados de locais que possam favorecer o abrigo desses animais.

Escorpião-amarelo consegue se reproduzir sozinho

O controle é ainda mais difícil devido às características de algumas espécies encontradas no DF.

O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) consegue realizar partenogênese, processo no qual a fêmea pode se reproduzir sem a participação de um macho.

Em condições ideais de sobrevivência, um único animal dessa espécie pode gerar até 160 filhotes ao longo de um ano, segundo informações divulgadas pela SES-DF.

Por isso, a Vigilância Ambiental ressalta que não é possível simplesmente eliminar os escorpiões das cidades. O trabalho envolve controle, monitoramento e redução das condições que favorecem sua presença.

Moradores que identificarem situações de ampla infestação podem solicitar orientação da Vigilância Ambiental pelos telefones 160 ou 162.

O que fazer após uma picada

A orientação é procurar atendimento de saúde imediatamente após uma picada de escorpião, mesmo que inicialmente o principal sintoma seja apenas dor.

Isso porque uma eventual piora pode ocorrer em poucas horas. Vômitos, suor intenso, confusão mental e dificuldade para respirar estão entre os sinais que exigem atenção.

Adultos que apresentem somente dor podem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde os casos considerados leves podem ser tratados com analgésicos e acompanhamento.

A atenção deve ser ainda maior quando a vítima for criança. Menores de 10 anos devem ser levados diretamente ao hospital, devido ao risco mais elevado de complicações graves. Vômitos após a picada são considerados um importante sinal de alerta nesse grupo.

Quando é necessário usar o soro

Nem toda picada exige aplicação do soro antiescorpiônico. A decisão depende da avaliação clínica e da gravidade dos sintomas.

Nos quadros moderados, podem ser utilizadas três ampolas. Nos casos graves, a quantidade pode chegar a seis. Pacientes que recebem o antiveneno permanecem em observação por pelo menos 24 horas.

Em 2025, as unidades de saúde do DF receberam mais de 830 ampolas de soro antiescorpiônico. A rede também mantém estoque estratégico para reposição dos hospitais.

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Cuidados para afastar escorpiões

  • Retire entulhos, folhas secas e restos de construção;
  • vede ralos, frestas e buracos nas paredes;
  • controle baratas e outras possíveis fontes de alimento;
  • não deixe roupas e sapatos espalhados pelo chão;
  • sacuda roupas, toalhas e calçados antes de usar;
  • mantenha camas, sofás e berços afastados das paredes;
  • use luvas grossas e calçados fechados ao mexer em jardins, madeira ou entulho;
  • evite acumular caixas de papelão, pedras e madeira;
  • mantenha quintais e ambientes internos limpos e organizados.

Com informações da Agência Brasília

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