No Dia Mundial do AVC, celebrado nesta quinta-feira (29), Secretaria de Saúde reforça a importância do atendimento rápido e dos cuidados após a alta hospitalar.
Reconhecer os primeiros sinais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode salvar vidas e reduzir o risco de sequelas. Nesta quinta-feira (29/10), Dia Mundial do AVC, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância de procurar atendimento imediato diante de sintomas suspeitos.
O AVC acontece quando um vaso sanguíneo do cérebro é obstruído ou se rompe, comprometendo a circulação de sangue. Quanto mais tempo a pessoa permanece sem atendimento, maior pode ser o dano cerebral.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Fraqueza ou dormência repentina no rosto, braço ou perna, principalmente de um lado do corpo;
- Dificuldade para falar ou compreender o que outras pessoas dizem;
- Boca torta ou assimetria no rosto;
- Alterações súbitas na visão;
- Tontura intensa, perda de equilíbrio ou dificuldade para caminhar;
- Dor de cabeça súbita e muito forte, sem causa aparente.
Ao perceber qualquer um desses sintomas, a orientação é ligar imediatamente para o Samu, pelo número 192. Mesmo que os sinais desapareçam após alguns minutos, é necessário buscar avaliação médica urgente.
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DF conta com atendimento especializado para AVC
Para agilizar o tratamento, a Secretaria de Saúde implantou, em maio de 2025, o projeto AVC no Quadrado.
A iniciativa ampliou o acesso à trombólise, tratamento utilizado em determinados casos de AVC isquêmico para dissolver coágulos, em hospitais regionais estratégicos.
O Hospital Regional do Gama (HRG) e o Hospital Regional de Sobradinho (HRS) participam do projeto, com apoio de especialistas por telemedicina. O Hospital de Base permanece como referência para atendimentos de alta complexidade.
Segundo o neurologista da SES-DF João Tatsch, o acionamento do Samu permite direcionar o paciente à unidade adequada, com estrutura para realizar exames e iniciar o tratamento.
A recomendação é não tentar levar a pessoa por conta própria a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a um hospital sem saber se o local dispõe dos recursos necessários.
Cuidados continuam após a emergência
A recuperação de quem sofreu um AVC pode exigir acompanhamento prolongado, especialmente quando há dificuldades de movimentação, fraqueza muscular ou dores articulares.
No Distrito Federal, as Unidades Básicas de Saúde oferecem acompanhamento com orientações posturais, atividades em grupo e práticas integrativas para auxiliar na recuperação e melhorar a qualidade de vida.
A prática de exercícios físicos orientados também pode contribuir para recuperar movimentos, reduzir o cansaço e controlar fatores de risco, como a pressão alta.
De acordo com João Tatsch, a atividade física ajuda o cérebro a desenvolver novas conexões e pode contribuir tanto para a reabilitação quanto para a prevenção de novos episódios.

