Brasília Chess Open começou nesta quarta-feira (7) e segue até a próxima segunda (12), com cerca de 150 competidores e R$ 22 mil em premiação
O Distrito Federal já tinha torres, cavalos e um bispo. Agora, terá também reis e rainhas. Pelo menos nos tabuleiros. É que, desta quarta-feira (7) até a próxima segunda (12) a capital federal recebe o Brasília Chess Open, uma etapa do Torneios Abertos do Brasil, da Confederação Brasileira de Xadrez (CBX).
A disputa ocorre na Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) e conta com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. “A gente está muito feliz de poder receber esse torneio que acontecia geralmente em outros espaços, como em hotéis da cidade. O xadrez é uma modalidade esportiva, mas, ao mesmo tempo, envolve o raciocínio e a inteligência. Acredito que ele conversa muito bem com o que a gente propõe aqui na Biblioteca Nacional”, apontou Rodrigo Pereira, bibliotecário da BNB.
Cerca de 150 participantes — entre amadores e profissionais — vão disputar uma premiação total de R$ 22 mil, dividida para as três modalidades: Clássico, Rápido e Blitz. “É um evento importante, porque a gente traz jogadores fortes e esses jogadores conseguem, de uma forma orgânica, transmitir conhecimento e expectativa para a turma que está mais nova”, destacou o presidente da Federação Brasiliense de Xadrez (FBX), Marcos Silveira.
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“Quando se faz um evento assim, ele dá uma socializada para que as pessoas tenham mais oportunidades de expansão mesmo no xadrez. E o xadrez é importante, porque é uma estrutura de desenvolvimento do intelecto que, através da analogia, capacita melhor a pessoa a ser um melhor cidadão”, acrescentou Silveira.
E o evento, de fato, reuniu enxadristas de todas as idades e dos mais diversos níveis. Como o monge Dada Prana, de 65 anos, e o estudante Rafael Mazzochin, 11. “Venho aqui para aprender, não para ganhar, mas para aprender. Comecei [a jogar] de forma mais séria no ano passado, e você tem que jogar o tempo todo. Treinar, resolver problemas, jogar on-line e sempre participar de torneios para ganhar mais experiência”, contou o monge.
“Eu gostava de jogar com meus amigos, quis aprender mais para jogar torneios, e comecei a jogar, treinar com meus professores, no meu colégio. Hoje [no Brasília Chess] eu quero estar no top 20. [O xadrez] representa muita coisa para mim, gosto muito”, arrematou o estudante.
Fontes: Agencia Brasilia

