Comuns nos carnavais pelo Brasil afora, as serpentinas são acessórios que muitas pessoas usam durante os dias de folia. O item, que aparentemente não apresenta riscos, é um dos maiores inimigos do sistema elétrico. Em alguns estados, como Bahia, Minas Gerais e Pernambuco, a comercialização e uso desse artefato está proibida por lei. No Distrito Federal, a Neoenergia Brasília desestimula o uso das serpentinas metálicas como alegorias por conta do perigo que representam quando utilizadas de forma inadequada.
Em 2011, o uso de serpentina metálica em um bloco de Carnaval provocou curto-circuito ao entrar em contato com a rede de média tensão, ocasionando a morte de 16 pessoas e ferindo outras 55 em Minas Gerais. Em 2024, na véspera do Carnaval em Salvador, as serpentinas metálicas causaram queda do fornecimento de energia nas imediações do circuito Barra-Ondina por várias horas. No último Réveillon, na cidade de Olinda (PE), uma pessoa sofreu uma descarga elétrica após arremessar serpentinas na rede de distribuição de energia.
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“A serpentina metálica é um condutor de energia elétrica. Se for arremessada contra fios de energia, pode causar acidentes graves. Até mesmo aqueles lançadores de confete e serpentina podem causar sérios problemas, pois a pressão do bastão faz com que os materiais sejam lançados a até oito metros, ou seja, mais alto do que a rede elétrica”, explica Antônio Lima, gerente de Saúde e Segurança da Neoenergia Brasília. “Se quiser brincar em segurança, a melhor opção é a do papel comum, não metalizado.”
Fonte: Agência Brasília

