Dois dias após a histerectomia, Maria Edite Sales Oliveira aguardava a notícia da alta médica. Ela foi uma das 1.294 pessoas operadas no Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) no mês de maio – o maior número mensal já registrado pela unidade.
“Queria agradecer a todos os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais que me atenderam. Foram muito atenciosos e cuidadosos comigo. Estou muito feliz”, comentou Maria.
Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), o HBDF mantém alta produtividade: foram 6.273 procedimentos nos primeiros cinco meses deste ano – média superior a 1.250 cirurgias por mês.
“Esse recorde é resultado de um trabalho coletivo e de gestão estratégica. Com o apoio fundamental do Projeto Lean, a recomposição das equipes e o pleno funcionamento das salas cirúrgicas, mostramos que eficiência e qualidade são nossas prioridades”, destacou o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro.
Até então, o melhor desempenho havia sido registrado em outubro de 2024, com 1.291 cirurgias. Ao longo do ano passado, foram realizados 14.106 procedimentos. O crescimento tem sido consistente: em 2022, foram 10.452 cirurgias, número que subiu para 11.581 em 2023 – um aumento de 21,5%.
- Celina passa por Taguatinga e Samambaia em agenda de campanha neste sábado
- Mais de 90% dos acidentes com crianças podem ser evitados, aponta relatório
- Eleições 2026: veja a agenda dos candidatos à Presidência neste fim de semana
- Sarampo: Brasil confirma 27 casos em 2026 e Saúde reforça vacinação; veja quem precisa tomar a dose
- Na Hora Empresarial reúne serviços para quem tem ou quer abrir empresa no DF; veja como funciona
Implantado em 2023, o Projeto Lean busca otimizar continuamente a rotina do centro cirúrgico. Entre os objetivos estão o melhor aproveitamento das salas, o aumento do número de procedimentos diários, a redução de cancelamentos e a pontualidade no início das cirurgias, que devem começar entre 7h e 7h30.
Outro fator decisivo para os bons resultados foi o funcionamento pleno das salas cirúrgicas, aliado à recomposição das equipes e à regularização no fornecimento de medicamentos e insumos.
“As salas funcionam de forma rotativa. Isso significa que, assim que termina um procedimento eletivo, é possível iniciar rapidamente uma cirurgia de urgência, se necessário”, destacou Nadja Glória, coordenadora do Centro Cirúrgico e responsável pela gestão estratégica dos espaços.
Fonte: Agência Brasília

