Distrito FederalLinfoma: campanha chama atenção para sintomas que não devem ser ignorados

Linfoma: campanha chama atenção para sintomas que não devem ser ignorados

Campanha busca conscientizar a população sobre um dos tipos de câncer que afetam o sistema linfático e que pode ter altas chances de cura quando identificado precocemente

O Agosto Verde Claro chama a atenção para a prevenção, o diagnóstico precoce e a conscientização sobre o linfoma, um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, responsável por parte da defesa do organismo. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 16 mil novos casos por ano no triênio iniciado em 2026.

Especialistas alertam que reconhecer os primeiros sintomas e procurar atendimento médico rapidamente pode fazer diferença no sucesso do tratamento.

Entenda os tipos de linfoma

Os linfomas são divididos em dois grandes grupos:

  • Linfoma de Hodgkin: menos frequente, costuma atingir principalmente adultos jovens e pessoas acima dos 55 anos. Quando diagnosticado precocemente, apresenta elevadas taxas de cura.
  • Linfoma não Hodgkin: reúne mais de 80 subtipos da doença, podendo surgir em qualquer idade, embora seja mais comum entre idosos. Existem formas de evolução lenta e outras mais agressivas, o que faz com que o tratamento varie conforme cada caso.

Principais sintomas

O sinal mais comum do linfoma é o aumento persistente dos gânglios linfáticos, conhecidos popularmente como “ínguas”, principalmente nas regiões do pescoço, axilas e virilha, geralmente sem dor.

Outros sintomas que merecem atenção incluem:

  • febre persistente sem causa aparente;
  • suor intenso durante a noite;
  • perda de peso sem dieta ou atividade física;
  • cansaço frequente;
  • coceira pelo corpo;
  • tosse persistente;
  • falta de ar;
  • dor no peito;
  • sensação de estômago cheio ou aumento abdominal.

Esses sintomas também podem estar relacionados a outras doenças. No entanto, quando persistem por semanas, é importante procurar avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico

A investigação começa com a consulta médica e o exame físico, incluindo a avaliação dos gânglios linfáticos.

Quando existe suspeita de linfoma, o exame mais importante é a biópsia, que consiste na retirada total ou parcial de um gânglio para análise em laboratório. O procedimento permite confirmar o diagnóstico e identificar o subtipo da doença.

Após essa confirmação, podem ser solicitados exames complementares, como:

  • exames de sangue;
  • tomografia computadorizada;
  • PET-CT;
  • avaliação da medula óssea, quando indicada.

Esses exames ajudam a determinar a extensão da doença e definir o tratamento mais adequado.

Há fatores de risco, mas nem sempre uma causa definida

Na maioria dos pacientes, não é possível identificar uma causa específica para o surgimento do linfoma.

Entre os fatores associados ao aumento do risco estão:

  • idade avançada;
  • doenças que comprometem o sistema imunológico;
  • uso de medicamentos imunossupressores após transplantes;
  • infecção pelo HIV;
  • algumas infecções causadas por vírus específicos.

Ter um ou mais desses fatores, entretanto, não significa que a pessoa desenvolverá a doença.

Existe prevenção?

Até o momento, não há uma forma comprovadamente eficaz de prevenir o linfoma.

Especialistas recomendam a adoção de hábitos saudáveis, o tratamento adequado de doenças que afetam a imunidade e medidas de prevenção contra o HIV, que podem contribuir para reduzir alguns fatores de risco.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura

O reconhecimento dos sintomas e a investigação médica rápida são considerados fundamentais para iniciar o tratamento antes da progressão da doença.

Em muitos casos, especialmente no linfoma de Hodgkin, o diagnóstico precoce está diretamente associado a maiores índices de controle da doença, melhor qualidade de vida durante o tratamento e maiores chances de cura.

Com informações da Agência Brasília

Continue Lendo

ÚLTIMAS NOTÍCIAS