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Mais de 10 toneladas de alimentos impróprios são retiradas de circulação no DF em 2026

Uma fiscalização que começa na produção, passa pelo transporte, armazenamento e comercialização dos alimentos e termina na mesa do consumidor. Esse trabalho diário da Vigilância Sanitária do Distrito Federal resultou na apreensão de 10.152 quilos de produtos considerados impróprios para consumo apenas em 2026.

Os números foram divulgados neste domingo (7), quando é celebrado o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre os riscos das doenças transmitidas por alimentos contaminados.

Ao longo do ano, a Vigilância Sanitária realizou mais de 15,4 mil inspeções em estabelecimentos do Distrito Federal. As ações resultaram na emissão de 603 autos de infração e em 169 interdições totais ou parciais de locais que apresentavam irregularidades sanitárias.

Segundo a diretora de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Márcia Olivé, o impacto da segurança alimentar vai muito além da qualidade dos produtos comercializados. De acordo com ela, a prevenção contribui para evitar internações, afastamentos do trabalho, sequelas e até mortes causadas por doenças transmitidas por alimentos contaminados.

Apesar dos números expressivos, a principal característica do trabalho desenvolvido pelo órgão é a orientação. A fiscalização prioriza ações educativas junto aos estabelecimentos para estimular a adoção das boas práticas sanitárias e corrigir irregularidades antes da aplicação de penalidades.

Essa estratégia também inclui capacitação contínua. Somente neste ano, 6.897 profissionais participaram de treinamentos promovidos pela Vigilância Sanitária para reforçar procedimentos relacionados à manipulação e comercialização segura de alimentos.

O controle de qualidade conta ainda com o apoio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), responsável por análises microbiológicas, químicas e físico-químicas dos produtos coletados durante as inspeções. Em 2026, mais de 700 amostras foram encaminhadas para avaliação laboratorial.

Os testes permitem identificar a presença de bactérias, fungos, conservantes, corantes, aromatizantes, sais minerais e outros contaminantes que podem representar riscos à saúde da população. Segundo a SES-DF, os resultados costumam ser concluídos em até 72 horas.

A diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes, explica que as análises servem para verificar se os produtos disponíveis para venda atendem aos padrões sanitários exigidos pela legislação vigente. As amostras são recolhidas diretamente em supermercados, farmácias e outros estabelecimentos para garantir que os produtos comercializados sejam seguros para o consumo.

Outro desafio enfrentado pelas equipes é o fato de que muitos alimentos contaminados não apresentam sinais visíveis de deterioração. De acordo com a gerente substituta de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da SES-DF, Fernanda Ledes, um produto contaminado pode manter aparência, cheiro e sabor aparentemente normais.

Por isso, os especialistas orientam os consumidores a redobrar a atenção na hora da compra. A recomendação é evitar alimentos sem procedência conhecida, carnes sem selo de inspeção oficial, produtos sem rotulagem adequada ou prazo de validade, ovos com cascas rachadas ou sujas e embalagens danificadas, enferrujadas ou abertas.

Além das fiscalizações realizadas pelos órgãos públicos, a participação da população também é considerada fundamental. Denúncias e solicitações podem ser registradas pelos canais oficiais do Governo do Distrito Federal, contribuindo para ampliar o controle sanitário e fortalecer a proteção à saúde coletiva.

Com informações da Agência Brasília

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