A rede pública de saúde do Distrito Federal tem ampliado o suporte e o cuidado integral a pessoas ostomizadas, oferecendo acompanhamento especializado, reabilitação e ações de acolhimento em unidades como o Centro Especializado em Reabilitação (CER) II de Taguatinga. A iniciativa reforça o compromisso da Secretaria de Saúde (SES-DF) com a melhoria da qualidade de vida de usuários que convivem com estomias permanentes ou temporárias.
A história de Renato Assumpção, 55 anos, ilustra o impacto desse trabalho. Após descobrir um câncer no intestino e passar por cirurgia, o militar aposentado precisou adaptar-se ao uso definitivo da bolsa de colostomia. O processo foi desafiador, mas o apoio da equipe do CER II foi determinante para sua adaptação, oferecendo orientações, troca regular de bolsas e acompanhamento contínuo.
Atualmente, o CER II de Taguatinga acompanha cerca de 498 pacientes ostomizados da Região de Saúde Sudoeste. A unidade conta com uma equipe multiprofissional dedicada às orientações sobre autocuidado, manejo de dispositivos coletores e prevenção de complicações. O atendimento pode ser espontâneo ou mediante encaminhamento, com frequência ajustada à necessidade de cada paciente.
Além disso, o centro inaugurou recentemente o grupo Multi Boas-Vindas Ostomia, criado para acolher novos pacientes e promover rodas de conversa sobre tipos de estomias, alterações gastrointestinais e a importância do acompanhamento nutricional. Os encontros são mensais, às 9h.
O atendimento especializado também está presente em outros 11 ambulatórios da SES-DF, garantindo assistência descentralizada em diversas regiões administrativas.
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A iniciativa ganha ainda mais destaque em novembro, mês em que se celebra o Dia Nacional dos Ostomizados (16/11), data dedicada à conscientização e ao combate ao preconceito. A estomia, abertura cirúrgica que liga órgãos ao meio externo do corpo, pode ser necessária em situações como tumores intestinais, doenças inflamatórias, traumas ou malformações congênitas. Pessoas ostomizadas são reconhecidas como PcDs pela Lei nº 13.146/2015.
Com atendimento humanizado e foco na autonomia dos pacientes, a rede pública de saúde do DF segue fortalecendo o cuidado especializado e promovendo inclusão e dignidade a quem convive com estomias.

