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Reforço no efetivo e modernização das delegacias impulsionam atuação da Polícia Civil do DF

Atender vítimas com mais rapidez, ampliar a capacidade de investigação e oferecer melhores condições de trabalho aos policiais. Esses são alguns dos resultados observados após uma série de investimentos realizados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nos últimos anos.

Desde 2019, a corporação recebeu 1.746 novos servidores entre delegados, agentes de polícia, escrivães, papiloscopistas, agentes policiais de custódia, peritos médicos-legistas e peritos criminais. Com as nomeações, o efetivo geral passou de 4.446 para 4.880 policiais, crescimento de 9,76%.

O reforço chegou em um momento considerado estratégico para a instituição. Além de ampliar a capacidade operacional das delegacias, os novos profissionais passaram a atuar diretamente em áreas essenciais, como investigação criminal, perícia técnica, cumprimento de mandados judiciais e produção de provas para inquéritos policiais.

Segundo o delegado-adjunto da 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, Thiago Boeing, a recomposição do quadro permitiu reduzir déficits históricos em setores responsáveis pelas investigações. De acordo com ele, a chegada dos novos policiais fortaleceu a principal atividade da corporação: a apuração dos crimes após o registro da ocorrência.

A ampliação do efetivo foi acompanhada por investimentos em infraestrutura. Desde 2019, o GDF destinou mais de R$ 78 milhões para obras de construção, reforma e modernização de unidades da Polícia Civil. Entre os principais projetos está o novo Instituto Médico Legal (IML), no Plano Piloto, construído com investimento de aproximadamente R$ 47,4 milhões.

Outra entrega de destaque foi a 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho II, erguida do zero com recursos superiores a R$ 10,5 milhões. Também passaram por reformas a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), a 17ª DP, em Taguatinga Norte, as delegacias do Lago Norte e Lago Sul, o posto policial do Aeroporto de Brasília e a Divisão de Operações Aéreas.

Na 17ª DP, inaugurada em dezembro de 2020 após ampla modernização, a estrutura foi adaptada para atender novos padrões de funcionamento da corporação. O espaço passou a contar com ambientes específicos para acolhimento de vítimas de violência sexual, áreas exclusivas para custodiados, ampliação dos setores de investigação e melhorias de acessibilidade.

A agente policial Ana Beatriz Guedes, nomeada em 2024, atua no atendimento de mulheres, idosos e crianças na unidade. Para ela, a qualidade da estrutura influencia diretamente na continuidade das investigações e no acolhimento das vítimas. Segundo a servidora, ambientes adequados garantem mais segurança, privacidade e conforto para pessoas que chegam à delegacia em situações de vulnerabilidade.

Outro marco da reestruturação da PCDF foi a implantação do funcionamento ininterrupto das delegacias circunscricionais. Desde março de 2019, as 13 centrais de flagrante operam 24 horas por dia. A medida foi viabilizada pela criação do Serviço Voluntário Gratificado (SVG), que permite aos policiais atuarem voluntariamente durante os períodos de folga mediante remuneração específica.

De acordo com Thiago Boeing, a iniciativa evitou interrupções no atendimento enquanto concursos públicos eram realizados e garantiu resposta mais rápida para ocorrências de maior gravidade, como homicídios e roubos de veículos.

Os investimentos também alcançam o cuidado com os próprios servidores. Neste mês, foi autorizada a construção da nova policlínica da Polícia Civil, empreendimento orçado em R$ 34,8 milhões. O complexo oferecerá atendimentos médicos, odontológicos e serviços de reabilitação para policiais da ativa, aposentados e seus dependentes.

Os reflexos desse conjunto de medidas aparecem nos indicadores operacionais da corporação. Em 2025, a Polícia Civil registrou mais de 446 mil ocorrências, instaurou 45.972 inquéritos policiais e indiciou cerca de 22 mil pessoas. No mesmo período, foram cumpridos 5.082 mandados de prisão e realizadas 2.670 operações policiais.

Neste ano, outro avanço foi a regulamentação do regime previdenciário da categoria. Sancionada pela governadora Celina Leão, a nova legislação consolida em um único texto as regras aplicáveis aos policiais civis, preservando a aposentadoria especial prevista na legislação federal, além de ampliar garantias para servidores vítimas de acidentes em serviço ou acometidos por doenças graves.

Para a corporação, o conjunto de investimentos em pessoal, estrutura física e valorização profissional busca fortalecer a capacidade de resposta da Polícia Civil e ampliar a qualidade dos serviços prestados à população do Distrito Federal.

*Com informações da agência Brasil

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