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Burnout vai além do cansaço e pode afetar saúde, trabalho e vida familiar

Muito além do estresse passageiro, a síndrome de burnout tem se consolidado como um dos principais desafios relacionados à saúde mental no ambiente de trabalho. Reconhecida como um transtorno ocupacional, a condição é resultado da exposição prolongada a situações de pressão e desgaste emocional, comprometendo a produtividade, os relacionamentos e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Segundo o psicólogo Paulo Zago Neto, conhecido como Neto Zago, os primeiros sinais costumam surgir de forma silenciosa e se intensificam com o tempo. Ansiedade antes da jornada de trabalho, medo da liderança, fadiga mental, dificuldade para cumprir metas, sensação de desvalorização e falta de pertencimento estão entre os sintomas mais frequentes.

Pressão constante favorece o adoecimento

De acordo com o especialista, ambientes marcados por cobranças excessivas, metas inalcançáveis e ausência de reconhecimento aumentam significativamente o risco de adoecimento emocional. Além do burnout, esse cenário pode desencadear problemas como ansiedade, baixa autoestima, insegurança, síndrome do pânico e depressão.

Para o psicólogo, preservar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é essencial para evitar que o trabalho deixe de ser uma fonte de realização e passe a comprometer a saúde.

“A psicologia compreende o ser humano sob a perspectiva biopsicossocial, considerando que corpo, mente e ambiente precisam estar em equilíbrio para garantir qualidade de vida. Quando trabalhar intensamente se torna uma rotina, haverá prejuízos na saúde física, emocional ou nos relacionamentos. Nenhum trabalho vale o preço do adoecimento. Equilíbrio é fundamental para uma vida saudável”, afirma Paulo Zago Neto.

Isolamento também pode ser um sinal de alerta

Outro comportamento observado em pessoas com burnout é o afastamento do convívio social. A redução das interações, a perda do interesse por atividades antes prazerosas e o isolamento podem indicar que a saúde emocional está comprometida e que é hora de buscar ajuda especializada.

Empresas também têm papel na prevenção

A prevenção da síndrome depende tanto dos trabalhadores quanto das organizações. Entre as medidas apontadas pelo especialista estão a implementação das diretrizes da NR-1, a realização de treinamentos e a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, acolhedores e humanizados.

Segundo Paulo Zago Neto, investir na saúde mental dos colaboradores reduz o risco de adoecimento e contribui para relações profissionais mais equilibradas e produtivas.

Mais informações: www.instagram.com/netozagopsicologo

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