Mesmo em um período do ano que historicamente registra menor incidência de dengue, o Distrito Federal mantém ações permanentes para impedir a proliferação do Aedes aegypti. Entre as estratégias adotadas pela Secretaria de Saúde (SES-DF), o uso de drones tem ampliado a capacidade de identificação e tratamento de possíveis criadouros do mosquito em regiões onde o acesso dos agentes é limitado.
Ao longo desta semana, os equipamentos estão sendo utilizados em diversas localidades, incluindo Santa Maria, Gama, Água Quente, Recanto das Emas, Plano Piloto, Park Way, Vicente Pires, Arniqueira, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Estrutural e Águas Claras.
A tecnologia permite localizar pontos de risco por meio de imagens aéreas captadas por câmeras de alta resolução. Com o auxílio de inteligência artificial, são identificadas situações favoráveis à reprodução do mosquito, como caixas d’água destampadas e áreas com acúmulo de lixo e água parada.
Segundo o agente de Vigilância Ambiental em Saúde da SES-DF, Vladimir Sales, a ferramenta tem ampliado o alcance das equipes de combate à dengue. “A tecnologia do drone chegou para deixar o combate à dengue mais acessível em pontos que não conseguimos alcançar”, afirma. O recurso é especialmente útil em encostas, terrenos cercados e imóveis fechados, onde não é possível o contato com os responsáveis.
Além do monitoramento, os drones também podem atuar diretamente na eliminação dos focos. Quando a entrada dos agentes não é viável, o equipamento realiza o lançamento de até quatro pacotes de 15 gramas de larvicida, totalizando 60 gramas por operação. Ao entrarem em contato com a água acumulada, os invólucros se dissolvem e liberam o produto, impedindo o desenvolvimento das larvas do mosquito.
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O operador de drones Luciano Martins explica que a aplicação é realizada de forma pontual e controlada. De acordo com ele, as equipes permanecem próximas ao local da ação para garantir a segurança e a eficácia do procedimento. Toda a operação segue as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), com atenção especial à presença de pessoas, postes e redes elétricas.
Contratado em setembro do ano passado, o serviço prevê a realização de 18.420 atividades de mapeamento e identificação de focos do Aedes aegypti ao longo de um ano, além de 10.808 tratamentos em pontos considerados de interesse para o controle da doença.
Com informações da Agência Brasília

