Distrito FederalGDF vai reavaliar acompanhamento pré-natal após morte de gestante na rede pública

GDF vai reavaliar acompanhamento pré-natal após morte de gestante na rede pública

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, informou que o Governo do Distrito Federal fará uma reavaliação dos atendimentos prestados às gestantes durante o pré-natal na rede pública de saúde. A medida foi anunciada após a repercussão da morte de uma paciente que apresentou complicações durante o parto no Hospital Regional de Samambaia.

Segundo a governadora, a revisão deverá analisar se os protocolos de assistência estão sendo cumpridos em todas as etapas do atendimento, desde as consultas nas unidades básicas de saúde até a realização dos exames necessários e o encaminhamento das gestantes com sinais de risco para serviços especializados.

O episódio trouxe novamente à discussão a importância da identificação precoce de condições que podem comprometer a saúde da mãe e do bebê durante a gravidez.

Entre as situações que exigem acompanhamento diferenciado está a placenta acreta, condição em que a placenta se fixa de forma anormal à parede do útero. Quando diagnosticada ainda no pré-natal, a gestante deve ser encaminhada para o pré-natal de alto risco, permitindo que o parto seja planejado por uma equipe multiprofissional e reduzindo significativamente as chances de complicações.

Conforme os protocolos de assistência, gestantes classificadas como de baixo risco podem ser acompanhadas por médicos da Estratégia Saúde da Família. No entanto, diante da identificação de qualquer fator que caracterize gravidez de alto risco, o encaminhamento deve ser feito para um ginecologista obstetra ou para unidades especializadas.

Outro aspecto que deverá ser analisado é a qualidade dos exames de imagem realizados durante a gestação. As ecografias desempenham papel fundamental na detecção de alterações placentárias e de outras condições obstétricas que exigem monitoramento específico. Caso ocorram falhas na realização ou na interpretação desses exames, o diagnóstico pode não ser feito em tempo oportuno.

O texto também destaca que a histerectomia obstétrica — procedimento de retirada do útero durante o parto — costuma ser indicada apenas em situações extremas para controlar hemorragias graves e preservar a vida da paciente. Especialistas ressaltam, entretanto, que muitas dessas ocorrências podem ser melhor conduzidas quando doenças como a placenta acreta são identificadas antes do nascimento.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal deverá apurar as circunstâncias do caso para verificar se houve falhas na assistência prestada, abrangendo tanto o acompanhamento pré-natal quanto o atendimento realizado durante o parto.

Com informações do Blog da Cris

Continue Lendo

ÚLTIMAS NOTÍCIAS