BrasilIniciativa busca ampliar presença feminina em cargos de comando no Judiciário

Iniciativa busca ampliar presença feminina em cargos de comando no Judiciário

Magistradas, promotoras e defensoras públicas interessadas em assumir posições de liderança no sistema de Justiça já podem se inscrever no programa Caminhos para Liderança de Mulheres na Justiça, iniciativa criada pelas organizações da sociedade civil Justa, Themis e Fórum Justiça. As inscrições seguem abertas até o dia 30 de junho.

O projeto selecionará 30 participantes para uma jornada de formação com duração de dez meses. Durante o período, as profissionais terão acesso a mentorias, encontros presenciais e experiências internacionais voltadas ao desenvolvimento de competências em gestão, governança e liderança institucional.

Além da capacitação, o programa pretende fortalecer a criação de uma rede de apoio e conexão entre as participantes, estimulando a ampliação da presença feminina em cargos estratégicos do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

A seleção dará atenção à diversidade regional e étnico-racial, buscando garantir a participação de representantes das cinco regiões do país. Segundo as entidades organizadoras, a iniciativa pretende contribuir para a superação de barreiras estruturais que ainda limitam o acesso de mulheres a postos de comando no sistema de Justiça.

Os dados históricos evidenciam esse cenário. No Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, a presença feminina na presidência da Corte representou menos de 2% do total de ocupações ao longo de sua história. Em 135 anos de existência do tribunal, apenas três mulheres chegaram ao cargo, enquanto 170 homens exerceram a função.

A desigualdade também se reflete em outras instituições. Nos 75 anos do Ministério Público Federal, apenas uma mulher ocupou a posição máxima de liderança. Atualmente, 20 dos 27 tribunais estaduais brasileiros, o equivalente a 75% do total, seguem sob comando masculino.

Para participar do processo seletivo, as candidatas deverão apresentar currículo, carta de motivação, carta de referência e efetuar o pagamento de uma taxa de inscrição no valor de R$ 100.

A avaliação ficará a cargo de um Comitê de Especialistas, que considerará critérios relacionados à trajetória profissional, potencial de liderança e diversidade regional e étnico-racial.

As inscrições podem ser realizadas até o fim deste mês por meio da plataforma Mulheres na Justiça.

Com informações da Agência Brasil.

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