A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) inaugurou, nesta sexta-feira (26), a Sala Lilás, novo espaço de atendimento humanizado destinado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Durante a cerimônia, também foi anunciada a ampliação do Programa Viva Flor, que passa a atender vítimas em mais seis delegacias do Distrito Federal, fortalecendo a rede de proteção e ampliando o acesso às tecnologias de segurança.
Com a expansão, o programa passa a estar disponível nas 8ª Delegacia de Polícia (Cidade Estrutural), 21ª DP (Taguatinga Sul), 26ª DP (Samambaia), 30ª DP (São Sebastião), 33ª DP (Santa Maria) e 35ª DP (Sobradinho). As novas unidades se somam às Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams I e II) e às delegacias do Paranoá, Planaltina, Brazlândia, Gama e Recanto das Emas, que já ofereciam o serviço.
A partir de agora, mulheres em situação de violência doméstica poderão solicitar a inclusão imediata no Programa Viva Flor durante o registro da ocorrência policial, sem necessidade de deslocamento às Deams.
Segundo a SSP-DF, a escolha das novas delegacias foi baseada em estudos técnicos que identificaram regiões com maior incidência de violência doméstica e necessidade de ampliar a capacidade de resposta do Estado.
O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, afirmou que as duas iniciativas representam um avanço na qualificação do atendimento às vítimas.
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“Temos um programa que salva vidas, mas entendemos que a tecnologia, por si só, não basta. Era preciso garantir que as mulheres fossem acolhidas com dignidade, privacidade e respeito no momento em que mais precisam do Estado”, destacou.
Como funciona o Viva Flor
O Programa Viva Flor é destinado a mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medida protetiva ou são classificadas em situação de risco pela Polícia Civil.
Após a inclusão, a beneficiária recebe acesso a um aplicativo instalado no celular que funciona como botão de emergência. Caso o aparelho não seja compatível, a Secretaria fornece um Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP), garantindo o mesmo atendimento.
Quando acionado, o chamado recebe prioridade máxima no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), permitindo o envio imediato de equipes da Polícia Militar.
Desde 2018, 3.276 mulheres já foram atendidas pelas tecnologias de proteção da SSP-DF. Atualmente, 2.031 permanecem vinculadas ao programa. Segundo a secretaria, nenhuma mulher protegida pelo Viva Flor foi vítima de feminicídio durante o período de acompanhamento.
Uma das beneficiárias relatou que o programa foi decisivo para preservar sua vida.
“No dia em que acionei o Viva Flor, achei que não sairia viva. A Polícia Militar chegou em questão de segundos e mudou a minha história. Hoje consigo sair de casa com meus filhos sabendo que, se eu precisar, o Estado estará ao meu lado”, afirmou.
Sala Lilás funcionará 24 horas
Também inaugurada nesta sexta-feira, a Sala Lilás passa a integrar a estrutura do Centro Integrado de Operações de Brasília como espaço permanente de acolhimento às mulheres em situação de violência.
A unidade funcionará 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo finais de semana e feriados.
O ambiente conta com recepção, sala de atendimento individualizado para escuta qualificada, espaço reservado para acolhimento e brinquedoteca, oferecendo maior conforto às mulheres acompanhadas dos filhos.
Além do atendimento realizado pelas equipes da SSP-DF, o espaço também disponibilizará orientações nas áreas jurídica, psicológica e de assistência social por meio de parcerias institucionais com universidades e outros órgãos.
Para a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, a integração entre as instituições fortalece a proteção às vítimas.
“A Sala Lilás e a expansão do Viva Flor representam o compromisso conjunto de oferecer acolhimento humanizado, resposta rápida e políticas públicas cada vez mais acessíveis para quem mais precisa da atuação do Estado”, afirmou.
Com informações da Agência Brasília

