O interior e parte do leste de São Paulo entram em atenção para o risco de incêndios e queimadas entre este domingo (20) e quarta-feira (23). O alerta foi divulgado pela Defesa Civil paulista e aponta maior preocupação nas regiões central, oeste e leste do estado.
De acordo com o órgão, todas as áreas a partir de Piracicaba permanecem sob alerta durante o período. A situação mais crítica deve ocorrer na região norte do estado, entre Barretos e Araçatuba, onde o risco de incêndios é classificado como extremo na quarta-feira (23).
O cenário é influenciado pela estiagem que atinge o estado. Dados do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), mostram que parte de São Paulo permanece em condição de seca leve ou moderada desde fevereiro de 2024.
Apesar desse quadro, o estado costuma registrar poucos focos de incêndio quando comparado a outras regiões do país. A exceção ocorreu em 2024, quando queimadas de grandes proporções atingiram áreas de cultivo de cana-de-açúcar no norte paulista. Naquele período, o fenômeno El Niño também contribuiu para o aumento das temperaturas e da seca.
No ano seguinte, incêndios atingiram parques estaduais e Áreas de Proteção Ambiental (APAs). Segundo informações divulgadas pelos órgãos estaduais, as ações de prevenção e combate ajudaram a reduzir impactos mais severos.
- Quatro regiões do DF terão interrupção programada de energia nesta terça-feira
- Prazo para pedir voto em trânsito termina em 20 de agosto
- Após Mundial de 2026, futebol já mira Copa histórica de 2030
- Prouni 2026: prazo para comprovar informações termina nesta semana
- Brasil terá eleitorado recorde de 158,7 milhões nas eleições de 2026
A estiagem também afeta o abastecimento de água em diversas cidades do interior. Nos últimos anos, municípios como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto enfrentaram períodos de restrição no fornecimento, com adoção de rodízios e busca por novas fontes de captação.
Na Região Metropolitana de São Paulo, moradores também convivem com interrupções no abastecimento durante a madrugada. Desde janeiro deste ano, parte da água utilizada na capital passou a ser captada na bacia do Rio Paraíba do Sul.
*Com informações da Agência Brasil

