O Distrito Federal apresentou avanços importantes nos indicadores de qualidade de vida urbana, segundo a atualização do Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu) divulgada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). O levantamento, elaborado com base na Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (Pdad-A) 2024, avalia a percepção da população sobre as condições urbanas nas 35 regiões administrativas do DF.
O índice considera cinco dimensões: mobilidade urbana, condições ambientais urbanas, condições habitacionais, atendimento de serviços coletivos e infraestrutura urbana. Ao todo, 19 indicadores compõem a análise utilizada para medir o bem-estar coletivo nos centros urbanos.
Entre as regiões administrativas com melhor desempenho estão Sudoeste/Octogonal, que alcançou índice de 0,94, seguida por Lago Sul e Plano Piloto, ambos com 0,91. Também figuram entre os destaques Águas Claras, com 0,88, e Cruzeiro, com 0,86. Essas localidades apresentaram resultados expressivos principalmente em mobilidade, habitação e oferta de serviços coletivos.
Na outra ponta do levantamento aparecem Água Quente (0,32), SCIA/Estrutural (0,41), SIA (0,47), Arapoanga (0,49) e Fercal (0,50). Nessas regiões, os principais desafios estão relacionados à infraestrutura urbana e às condições ambientais, especialmente em aspectos como drenagem, existência de bueiros e bocas de lobo, acessibilidade e qualidade das calçadas.
- Jogo do Brasil altera horários de atendimento e operações de trânsito no DF nesta quarta-feira
- DF lança guia para orientar cobertura jornalística de casos de feminicídio
- Detran-DF estabelece novo fluxo para apuração de denúncias de assédio moral e sexual
- Reforma de centro de treinamento do Samu fortalece qualificação de equipes de emergência no DF
- Cruzeiro recebe revitalização de 34 parquinhos com investimento superior a R$ 446 mil
O melhor desempenho geral foi registrado na dimensão de serviços coletivos. Em 26 regiões administrativas, a média ficou acima de 0,9, resultado atribuído principalmente à ampla cobertura da rede de esgotamento sanitário, que alcança 94,7% da população, além da oferta de outros serviços essenciais.
De acordo com o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, o estudo funciona como uma ferramenta estratégica para o planejamento urbano. Segundo ele, os dados permitem identificar necessidades específicas de cada região e orientar investimentos públicos de forma mais eficiente.
O secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, destacou que os resultados refletem investimentos contínuos em drenagem, pavimentação, acessibilidade, mobilidade urbana e infraestrutura viária. Para ele, o levantamento também auxilia na definição de prioridades para reduzir desigualdades entre as regiões administrativas.
Já o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, ressaltou que o índice oferece uma base técnica para a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento equilibrado e sustentável do Distrito Federal.
O estudo também aponta que, mesmo nas regiões com melhores resultados, ainda há espaço para melhorias em aspectos relacionados à acessibilidade, qualidade das calçadas e sistemas de drenagem urbana. A mobilidade urbana foi um dos destaques positivos para moradores de 26 regiões administrativas avaliadas.
Com informações da agência Brasília

